Novas preferências dos consumidores e mudanças geracionais nos mostram que a inovação em alimentos é o norte da indústria alimentícia.
À medida que os consumidores adquirem cada vez mais o hábito de refletir sobre os alimentos que ingerem, a inovação é que permite o desenvolvimento de produtos que atendam a essas demandas.
Essas novidades na indústria também são capazes de gerar novas experiências alimentares, além de novas tecnologias e processos. Para as empresas envolvidas na fabricação desses produtos, a inovação em alimentos é um diferencial competitivo e simboliza portas abertas para novos segmentos.
Neste texto, focaremos nas tendências e oportunidades que virão com a próxima virada de década.
Uma importante análise é que, nessa data, a indústria alimentícia vai se deparar com mudanças geracionais relevantes em relação ao que temos hoje.
De acordo com dados da Mintel e da Kearney, em 2030, a Geração Z se tornará a mais “gastadora” e, talvez, a mais aventureira em relação a sabores e texturas incomuns. Os Millenials serão maioria demográfica no mundo, estarão mais dispostos a experimentar produtos desconhecidos e valorizarão ainda mais a criatividade e a singularidade.
Acompanhe-nos nessa leitura e descubra algumas tendências que podemos esperar do setor para o ano de 2030 e como o legado dessas gerações pode impactá-las.
1. Vegetais em foco
Os vegetais vêm ganhando destaque a nível global e apontam que a inovação em alimentos caminhará para um foco maior nessa categoria para a virada da década.
Com isso, emergem duas tendências:
- Consumidores em 2030 buscarão produtos que exaltem a nutrição natural das plantas, valorizando sabor, cor e textura.
- Dietas flexitarianas e carnívoros conscientes demandarão produtos de origem vegetal e animal éticos e sustentáveis.
Na verdade, a preferência crescente dos consumidores por vegetais já tem ampliado sua aplicação nos produtos finais. Em nosso blog, temos um artigo que fala sobre a importância e os benefícios dos extratos vegetais nesse processo: leia mais.
2. Biotecnologia
Essa tendência engloba desde a ampliação do repertório de microrganismos e os benefícios à saúde até os avanços nas tecnologias de cultivo em laboratório e modificação benéfica do DNA de plantas.
A esse respeito, temos 3 exemplos do emprego de biotecnologia, já em curso ou ainda em desenvolvimento, que devemos presenciar em 6 anos na inovação em alimentos:
- Tecnologias de biofortificação, que prometem apoiar o fornecimento de novas fontes alimentares de nutrientes em risco, como as vitaminas D e B12;
- Tecnologia aeropônica ultrassônica para cultivar brotos de ervilha fortificados com vitamina B12, em quantidades equivalentes a duas porções de carne bovina;
- Edição genética com o objetivo de desenvolver tomates enriquecidos com vitamina D.
Saúde mental
Outra tomada de consciência prevista para acontecer entre os consumidores diz respeito ao funcionamento integrado dos sistemas do nosso corpo.
A ligação entre o cérebro, o sistema digestivo e as emoções, por exemplo, é fundamental para proteger o bem-estar cognitivo e físico.
Nesse sentido, a Morinaga Milk Industry registrou uma patente que propõe que os distúrbios de saúde mental podem ser aliviados pela ingestão diária de alimentos e bebidas contendo uma bactéria pertencente à subespécie Bifidobacterium longum infantis.
Dessa forma, vemos a biotecnologia sendo aplicada em soluções que atendem à busca por uma alimentação mais saudável e focada em bem-estar.
Caminhos a serem explorados
Em relação ao avanço da biotecnologia, ao desenvolvimento de consciência entre os consumidores e à inovação em alimentos, surgem expectativas sobre a diversificação de microorganismos benéficos e alimentos geneticamente modificados para otimizar a saúde.
3. Nutracêuticos
Outro comportamento dos consumidores que tem ganhado destaque é a vontade de conhecer suas particularidades e recorrer a soluções personalizadas.
De acordo com a Mintel, 42% dos brasileiros da Geração Z e 34% dos Millenials gostariam de ter opções de produtos customizáveis.
Para 2030, se prevê que testes de DNA sejam mais comuns, o que deve levar as pessoas a compreenderem o que as torna únicas, além de suas predisposições a problemas de saúde.
Alguns exemplos de aplicações para atender a essa demanda na inovação em alimentos são kits personalizados, bebidas nutritivas, suplementos e outros produtos que levem pessoas ocupadas a atingirem a nutrição ideal sem esforço. A parceria entre a DNAfit e a YO! Sushi já ajuda os clientes a escolher pratos com base em seu DNA, por exemplo.
4. Tecnologia e inteligência artificial
Essa é uma tendência que chegou a diferentes mercados, e na inovação de alimentos não seria diferente. Para o futuro, é prevista uma colaboração cada vez maior entre a indústria de alimentos e empresas tecnológicas.
Alguns exemplos de como isso já vem sendo praticado são:
- Alto-falante inteligente XiaoAi, da Nestlé China, que funciona como assistente de nutrição familiar
- O Sushi Singularity, em Tóquio, que usa dados biológicos dos clientes para criar receitas de sushi que supram suas demandas nutricionais mais específicas
Além disso, a tecnologia envolvida nas impressoras 3D também pode elevar o nível da personalização ajustada às necessidades individuais. Referente a essa tecnologia, a Mintel nos indica que 33% dos jovens no Reino Unido com 16 a 24 anos e 27% com 25 a 34 anos acham que os doces impressos em 3D são atraentes.
A tecnologia associada à produção de alimentos também pode sanar questões relacionadas à oferta e demanda.
A baunilha, que é a segunda especiaria mais cara do mundo, é um exemplo de produto cujo fornecimento não consegue acompanhar a procura. Com apoio da tecnologia, a vanilina sintética já é amplamente consumida e, em 2030, a vanilina biossintética será mais procurada.
Para finalizar
Como vimos, as mudanças no comportamento dos consumidores e as questões geracionais nos apontam tendências para 2030: foco em vegetais, biotecnologia, nutracêuticos, tecnologia e inteligência artificial.
Apesar de serem tendências diversas, vemos que a inovação em alimentos caminha para trazer o bem-estar aos consumidores, que desde já têm procurado opções que agreguem qualidade de vida ao seu dia a dia.
Algo que já ocorre e deve continuar em 2030 é a busca por experiências que despertem alegria por meio de comidas, bebidas e serviços de alimentação, somadas a sabor satisfatório e preços acessíveis. Leia mais sobre isso em nosso artigo sobre tendências de alimentos para 2024.
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Até breve! #VamosJuntos.

