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Extratos aquosos de chá: como criar bebidas com inovação sensorial, funcionalidade e novos formatos

O mercado de chás RTD (Ready-to-drink) no Brasil vem crescendo de forma consistente nos últimos anos, tanto em volume quanto em valor, mas com ritmos diferentes.

Segundo dados da Euromonitor, a categoria passou de R$ 2,3 bilhões em 2020 para mais de R$ 3,8 bilhões em 2025, com projeção de alcançar R$ 5,2 bilhões até 2030. No mesmo período, o volume evoluiu de 164,1 milhões para 239 milhões de litros, com expectativa de chegar a 274,8 milhões.

Esse descompasso entre crescimento em valor, com média anual de 6,3%, e volume, com 2,8%, indica um movimento de qualificação da categoria. Mais do que aumentar o consumo, o mercado avança na direção de produtos com maior valor percebido.

A transformação está diretamente relacionada a mudanças no comportamento do consumidor, que busca bebidas mais saudáveis, funcionais, práticas e com maior complexidade sensorial. Nesse cenário, novas abordagens no desenvolvimento de bebidas ganham espaço, especialmente aquelas que combinam desempenho técnico e experiência de consumo.

Ao longo deste conteúdo, você vai entender como essas tendências impactam o desenvolvimento de bebidas e como explorar novas possibilidades com extratos aquosos de forma estratégica.

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Como o mercado de chás RTD está evoluindo no Brasil?

Latas geladas no balde de gelo

Os dados mais recentes da Mintel ajudam a entender como esse crescimento se materializa no ponto de venda. Entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, foram registrados 56 lançamentos de chás RTD no Brasil, com destaque para sabores como:

  • Tradicional – mate e chá preto (12,5%)
  • Hibisco (10,7%)
  • Gengibre (10,7%)
  • Limão (8,9%)
  • Pêssego (8,9%)
  • Lichia, guaraná, maçã e mel (7,1% cada)

Além dos sabores, os posicionamentos também revelam a direção da categoria:

  • Sem açúcar (32,1%)
  • Orgânico (25,0%)
  • Com vitaminas e minerais (16,1%)
  • Funcional – energia (14,3%)

No cenário global, os lançamentos de chás prontos para consumo cresceram 33% entre 2024/25 em relação a 2020/21, enquanto, no Brasil, 59% dos consumidores demonstram interesse por bebidas não alcoólicas combinadas.

Esses números indicam um ambiente onde inovação sensorial, funcionalidade e composição de ingredientes passam a orientar o desenvolvimento de novas bebidas.

Quais tendências estão moldando o consumo de bebidas à base de chá?

A análise dos lançamentos e das formulações recentes mostra que a evolução da categoria acontece em múltiplas camadas, ou seja, não apenas no sabor, mas na proposta completa do produto.

Saudabilidade e repertório funcional

Os chás carregam uma base cultural associada ao bem-estar, o que sustenta seu avanço em bebidas com propostas mais equilibradas. Ingredientes como camomila, mate, hortelã e capim-limão aparecem com frequência não apenas pelo perfil sensorial, mas pela conexão com relaxamento, frescor e energia.

A camomila, por exemplo, apresenta perfil doce, floral e herbáceo, associado à sensação de calma. O hibisco traz acidez equilibrada e cor vibrante, enquanto o mate se destaca pelo caráter estimulante e sabor mais intenso.

Clean label e naturalidade percebida

O avanço de produtos sem açúcar e orgânicos mostra que o consumidor valoriza formulações mais simples e reconhecíveis. Nesse contexto, a origem do ingrediente e o processo de extração passam a influenciar diretamente a escolha.

Conveniência e ampliação de ocasiões de consumo

O formato RTD permite que o chá ocupe espaços antes dominados por refrigerantes, energéticos e até bebidas alcoólicas, ampliando sua presença em momentos de consumo cotidianos e sociais.

Bebidas combinadas e complexidade sensorial

O dado de 59% de interesse por bebidas combinadas reforça uma mudança importante: o chá passa a atuar como base para construções mais complexas, integrando frutas, botânicos, especiarias e outros sistemas de sabor.

Leia também: Tendências alimentares 2026: o que vai guiar a inovação no Mercado de Alimentos e Bebidas

Como a inovação em sabores e formatos amplia as possibilidades na categoria?

Linha de bebidas prontas variadas

A ampliação da categoria pode ser observada na prática, a partir dos produtos lançados recentemente. No Brasil, a Amaz lançou bebidas gaseificadas de mate com ingredientes amazônicos e 70 mg de cafeína natural, explorando sabores como mate com limão, frutas tropicais e açaí com guaraná.

Já a Yaí aposta em chás prontos voltados ao bem-estar e à praticidade, com combinações como chá verde com jabuticaba, chá verde com lichia e chá verde com limão siciliano e hortelã, além de hibisco com guaraná.

Outro exemplo é a Brazô, com chás levemente gaseificados, baixos em calorias e sem adição de açúcar, em sabores como hibisco com pêssego, chá mate e limão, capim-limão com frutas vermelhas e chá verde com tangerina.

Nos Estados Unidos, a HalfDay amplia a proposta funcional da categoria com um chá verde gelado não gaseificado, enriquecido com fibras vegetais e prebióticos, voltado à saúde intestinal e ao bem-estar digestivo.

Esses exemplos mostram que a inovação não se limita a novos sabores. Ela envolve:

  • Reformulação de bases (gaseificação, blends)
  • Inclusão de ingredientes funcionais
  • Redução de açúcar
  • Exploração de novas texturas e experiências

Para P&D, isso amplia o papel do chá: de ingrediente isolado para plataforma de construção sensorial e funcional.

Qual a importância dos extratos aquosos no desenvolvimento de bebidas?

Chás gelados com frutas frescas

A construção de bebidas à base de chá exige soluções que conciliem desempenho técnico, estabilidade e entrega sensorial consistente. Nesse contexto, os extratos aquosos assumem um papel central ao atender simultaneamente requisitos regulatórios, funcionais e sensoriais.

Do ponto de vista regulatório, a Portaria MAPA nº 123/2021 estabelece que bebidas à base de chá devem utilizar ingredientes obtidos por extração aquosa, não sendo permitidos extratos hidroalcoólicos como base exclusiva da formulação.

Esse direcionamento torna a escolha da tecnologia de extração um fator determinante desde as etapas iniciais de desenvolvimento.

Sob a ótica técnica, os extratos aquosos em pó apresentam limitações conhecidas, como perda de compostos voláteis durante a secagem, menor contribuição de aroma e sabor e desafios de solubilização.

São características que podem impactar diretamente a performance da bebida, especialmente em aplicações que exigem maior intensidade sensorial e estabilidade ao longo do tempo.

Nesse cenário, os extratos aquosos líquidos surgem como uma alternativa, por preservarem melhor os compostos aromáticos e estarem prontos para aplicação direta, favorecem a padronização entre lotes, a homogeneidade da bebida e a consistência de desempenho em diferentes matrizes.

Além disso, permitem maior precisão na construção de perfis sensoriais, contribuindo para bebidas mais equilibradas e alinhadas às expectativas do consumidor.

Ao reunir conformidade regulatória, eficiência técnica e entrega sensorial consistente, os extratos aquosos se consolidam como uma base estratégica para o desenvolvimento de bebidas mais complexas e competitivas.

Como equipes de P&D podem explorar novas aplicações com extratos de chá?

Coquetéis artesanais com latas prontas

A versatilidade dos extratos de chá permite expandir sua aplicação para além dos chás prontos para consumo, abrindo espaço para inovação em diferentes categorias de bebidas.

Em formulações de bebidas mistas, os extratos podem ser combinados com sucos, refrigerantes ou ingredientes funcionais, criando perfis sensoriais mais complexos e alinhados à tendência de bebidas híbridas.

Já em energéticos, especialmente aqueles com posicionamento mais natural, o chá contribui com notas vegetais e percepção de funcionalidade, além de complementar a entrega de cafeína.

Os extratos também ganham espaço em mocktails e bebidas não alcoólicas premium, onde permitem construir experiências sensoriais mais sofisticadas, explorando combinações com frutas, especiarias e botânicos.

Essa flexibilidade amplia o repertório de desenvolvimento e permite que equipes de P&D criem bebidas com maior valor agregado, conectadas às novas ocasiões de consumo e às expectativas do mercado.

Leia também: A nova era dos mocktails: bebidas não alcoólicas sofisticadas e premium

Como as soluções da DR Aromas & Ingredientes apoiam o desenvolvimento sensorial de bebidas?

A construção de bebidas à base de chá exige precisão na definição de perfil sensorial, além de consistência ao longo de todo o processo produtivo. Nesse contexto, o uso de extratos aquosos estruturados contribui para maior previsibilidade e controle na formulação.

Na DR Aromas & Ingredientes, o portfólio de extratos aquosos de chá foi estruturado para atender às demandas atuais do desenvolvimento de bebidas, combinando conformidade regulatória, desempenho técnico e construção sensorial.

A linha contempla diferentes perfis de chá e combinações que permitem explorar desde bebidas mais leves e refrescantes até propostas mais complexas e funcionais, acompanhando a evolução do mercado e as preferências do consumidor.

O objetivo é permitir que equipes de P&D trabalhem com maior precisão na construção sensorial, ajustando intensidade, equilíbrio e identidade de sabor em diferentes aplicações, como bebidas prontas para consumo, energéticos, bebidas mistas e mocktails.

Conheça a nossa coleção de chás – Extratos aquosos DR Aromas & Ingredientes

O portfólio reúne uma coleção exclusiva desenvolvida a partir de extratos naturais obtidos por extração aquosa, em preparados líquidos prontos para uso, com foco em autenticidade de sabor, aparência natural e performance sensorial consistente.

Ele contempla diferentes bases, cada uma com identidade sensorial própria:

  • Camomila: doce, floral e herbácea
  • Hibisco: frutado, vibrante e ácido
  • Hortelã: mentolada e refrescante
  • Chá branco, verde e preto: variações que vão do herbáceo leve ao encorpado
  • Capim-limão: cítrico, aromático e suave
  • Mate verde e tostado: perfis intensos, com amargor e notas tostadas

Todos os extratos estão disponíveis nas versões “com açúcar” e “com açúcar + sucralose”. Essa estrutura permite maior flexibilidade no desenvolvimento, especialmente em produtos com redução de açúcar ou diferentes perfis de dulçor.

Blends de autoria: direcionamento sensorial aplicado ao desenvolvimento

Mulher sorrindo bebendo chá quente

Além da base técnica, a coleção de chás com extratos aquosos incorpora uma camada de criação sensorial estruturada em parceria com a sommelier de chás Carla Saueressig. Os blends apresentados funcionam como referências aplicadas para desenvolvimento:

  • Zesty Mate: Chá mate tostado e capim-limão sabor limão verde com gengibre.
  • Alva: Chá branco sabor graviola, uva verde e baunilha.
  • Hibiscus Spritz: Bebida energética sabor hibisco, morango e cereja com baunilha cítrica.
  • Ventu: Chá de capim-limão, hortelã e camomila sabor cajá.
  • Solaz: Bebida energética sabor mate verde com pêssego, manga e gengibre.
  • Neroá: Bebida alcoólica mista com gin sabor chá preto, maracujá, manga e coentro.

Essas combinações mostram, na prática, como trabalhar contraste, equilíbrio e complexidade dentro da categoria, ampliando as possibilidades de aplicação em diferentes segmentos.

Leia também: Bebidas não alcoólicas: inovação, bem-estar e conveniência impulsionam um mercado em transformação

O crescimento da categoria de chás RTD no Brasil não se explica apenas por aumento de consumo, mas pela evolução do tipo de produto que chega ao mercado. Os extratos aquosos se consolidam como uma base técnica essencial nesse cenário, oferecendo desempenho, aderência regulatória e fidelidade sensorial.

Explorar essas possibilidades é avançar no desenvolvimento de bebidas mais relevantes, alinhadas ao comportamento do consumidor e preparadas para os próximos movimentos da categoria. Entre em contato conosco e vamos desenvolver juntos as suas próximas bebidas de sucesso.

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