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Alimentos naturais e proteicos: por que seu consumo cresce tanto?

A busca por uma alimentação mais equilibrada, rica em nutrientes e com ingredientes de alta qualidade nunca esteve tão em alta. O aumento da conscientização sobre saúde e bem-estar, aliado ao acesso a informações detalhadas sobre nutrição, tem levado os consumidores a priorizar alimentos naturais e proteicos que ofereçam benefícios funcionais, contribuam para a longevidade e auxiliem no desempenho físico e mental.

Neste artigo, você vai conhecer os principais fatores que impulsionam essa tendência, desde a popularidade crescente das dietas proteicas até a preocupação com a sustentabilidade. Além disso, abordaremos oportunidades que a indústria de alimentos pode aproveitar para atender a essa nova demanda de forma inovadora e alinhada às expectativas do consumidor moderno.

Fatores que impulsionam a tendência de alimentos naturais e proteicos

O crescimento do consumo de alimentos naturais e proteicos não é um fenômeno isolado, mas sim resultado de diversas forças convergindo para uma nova forma de consumo alimentar.

O consumidor contemporâneo está cada vez mais atento à composição dos alimentos, priorizando ingredientes naturais e com benefícios comprovados para a saúde.

Além disso, mudanças nos hábitos de vida, como a adoção de dietas específicas e a preocupação com o impacto ambiental da produção de alimentos, têm impulsionado a busca por algumas categorias de produtos como os sem glúten e lactose, com reduções de açúcar, gordura ou sódio e ricos em proteínas.

A seguir, vamos explorar os principais fatores que têm fortalecido essa tendência e transformado o mercado de alimentos e bebidas.

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1. Busca por uma alimentação equilibrada

A preocupação com a saúde e o bem-estar é um dos principais impulsionadores do consumo de alimentos naturais e proteicos.

O setor de alimentos no Brasil teve um desempenho positivo em 2024, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia). No mercado interno, o faturamento chegou a R$ 586,2 bilhões, refletindo a força da indústria. Já no comércio exterior, as exportações totalizaram US$ 30,7 bilhões apenas no primeiro semestre, registrando um crescimento de 19,1% em volume e 8,5% em valor em relação ao mesmo período do ano anterior.

Além disso, a pesquisa “Lifestyle Survey” da Euromonitor, realizada em 2017 com 30 mil consumidores em 21 países, já revelava que 20% dos brasileiros estavam dispostos a pagar mais por alimentos naturais.

Nesse contexto, proteínas de origem vegetal e animal têm ganhado protagonismo, oferecendo benefícios como saciedade prolongada, manutenção da massa muscular e suporte ao metabolismo.

A combinação de ingredientes naturais com alto teor proteico se torna um diferencial competitivo para a indústria de alimentos.

2. Popularidade das dietas proteicas

Dietas ricas em proteínas, como a high-protein diet, cetogênica e plant-based continuam a crescer, revelando uma busca por estratégias alimentares que promovam mais energia, controle de peso e saúde metabólica.

Um relatório da Innova Market Insights aponta que consumidores estão cada vez mais atentos à qualidade e origem das proteínas que consomem, valorizando alternativas naturais e sustentáveis.

Além das proteínas animais tradicionais, fontes vegetais como ervilha, grão-de-bico e amêndoas vêm ganhando espaço, impulsionadas pelo apelo à naturalidade e pela inovação no desenvolvimento de produtos mais nutritivos e saborosos.

3. Sustentabilidade como fator decisivo

O impacto ambiental da produção de alimentos também tem sido um fator-chave para a ascensão dos alimentos naturais e proteicos.

Consumidores estão cada vez mais inclinados a escolher marcas e produtos que adotam práticas sustentáveis, priorizando ingredientes com menor pegada de carbono e processos produtivos mais limpos.

O crescimento da proteína vegetal, por exemplo, mostra essa preocupação. Segundo outra pesquisa da Innova Market Insights, alternativas de origem vegetal estão sendo amplamente exploradas para atender à crescente demanda por produtos que equilibrem nutrição e sustentabilidade.

Legumes e verduras de cor verde.

Oportunidades para a indústria de alimentos

Diante da crescente demanda por alimentos naturais e proteicos, a indústria de alimentos tem a oportunidade de inovar e expandir seu portfólio com produtos que atendam às expectativas dos consumidores modernos.

O desenvolvimento de novas formulações, o investimento em ingredientes funcionais e a busca por alternativas sustentáveis são fatores estratégicos para empresas que desejam se destacar nesse cenário competitivo.

A seguir, selecionamos algumas das principais tendências e oportunidades que podem impulsionar a indústria de alimentos nos próximos anos.

Alimentos plant-based com alto teor proteico

Os produtos plant-based vêm se consolidando como uma das tendências da indústria alimentícia.

De acordo com dados do Mintel Global New Products Database, o lançamento de novos produtos embalados com alegações plant-based cresceu de forma acelerada nos últimos anos, e esse mercado segue em expansão, com projeções indicando que pode atingir um valor global de US$ 160 bilhões até 2030, impulsionado pela busca por saudabilidade, sustentabilidade e inovação em formulações proteicas.

Sendo assim, empresas estão investindo em fontes proteicas alternativas, como proteína de ervilha, lentilha e algas, para desenvolver alimentos que combinem sabor, textura e benefícios nutricionais.

O desafio para a indústria está na inovação tecnológica, garantindo que os produtos tenham um perfil sensorial agradável e um aporte proteico adequado. Isso é possível, por exemplo, com as nossas tecnologias TasteFull Technologies, desenvolvidas para aperfeiçoar produtos com reduções ou inclusões de ingredientes, para os consumidores que buscam produtos com formulações mais saudáveis e não abrem mão do sabor.​​​

Leia também: 5 métodos mais utilizados em extração de ativos naturais para alimentos, bebidas e suplementos

Mulher preparando shake proteico.

Bebidas proteicas funcionais

O mercado de bebidas proteicas também tem apresentado crescimento significativo, impulsionado pelo aumento da busca por conveniência e nutrição aliada à praticidade.

Falamos mais sobre isso em nosso artigo “Alimentos e bebidas naturais: o que vem por aí no mercado?” em que abordamos as tendências que vimos na Naturaltech 2024, a maior feira de negócios em produtos naturais da América.

Shakes proteicos, leites vegetais enriquecidos e bebidas esportivas formuladas com ingredientes naturais estão conquistando consumidores que desejam manter uma alimentação equilibrada mesmo em rotinas agitadas.

A adição de ingredientes como vitaminas, minerais e fibras, torna essas bebidas ainda mais atrativas para o público.

Snacks saudáveis e proteicos

De acordo com dados da Statista, o mercado brasileiro de salgadinhos tem uma expectativa de crescimento anual de 6,49% até 2029, alcançando 126,8 milhões de dólares.

Snacks ricos em proteínas e ingredientes naturais estão atendendo à demanda por opções práticas e nutritivas que se adequem a estilos de vida agitados.

Barras proteicas com formulações clean label, chips à base de leguminosas e nuts combinadas com proteínas vegetais são exemplos de produtos que têm conquistado o consumidor moderno.

Sem dúvidas, esse nicho dentro dos alimentos naturais e proteicos gera oportunidades significativas para a indústria de alimentos inovar e atender a essas novas necessidades dos consumidores.

Mas, para aproveitar a oportunidade, é importante lembrar que, além do aspecto nutricional, a embalagem e a apresentação desses snacks são fundamentais para atrair e fidelizar clientes.

Produtos híbridos: combinação de proteínas vegetais e animais

Uma tendência emergente na indústria de alimentos é a criação de produtos híbridos, que combinam proteínas vegetais e animais para oferecer um perfil nutricional otimizado.

Essa abordagem busca fornecer todos os aminoácidos essenciais necessários ao organismo, uma vez que, conforme explica um artigo publicado na revista científica MDPI, proteínas vegetais, em sua maioria, são incompletas em termos de aminoácidos essenciais, enquanto as proteínas animais geralmente os contêm em sua totalidade.

Além disso, a combinação de diferentes fontes proteicas pode melhorar a digestibilidade e a qualidade nutricional da dieta.

Essa inovação tem sido bem recebida por consumidores flexitarianos, que procuram reduzir o consumo de carne sem abrir mão do sabor e da textura característicos das proteínas animais.

Ao combinar proteínas vegetais e animais, é possível criar produtos que atendam a essas preferências, proporcionando uma experiência sensorial satisfatória e um alto valor proteico.

Como a Duas Rodas acompanha essa transformação?

Na Duas Rodas, acompanhamos de perto essas transformações para oferecer soluções inovadoras que combinam saudabilidade, naturalidade e sabor.

Nossos ingredientes são desenvolvidos para atender às novas exigências do mercado, possibilitando a criação de produtos personalizados e alinhados às expectativas dos consumidores e às tendências globais.

Com o nosso portfólio completo, podemos desenvolver produtos que complementam a indulgência desejada sem deixar de lado a saudabilidade, utilizando, por exemplo, recheios base gordura com zero adição de açúcar, a tecnologia T-Sweet (aroma natural que potencializa a sensação de dulçor em produtos com redução de açúcar, sem deixar residuais desagradáveis) e muitas outras opções. Conheça mais.

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