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Dietas alternativas impulsionam o crescimento da alimentação verde

O interesse de consumidores “flexitarianos” pelo consumo de alimentos e bebidas plant-based tem ampliado a demanda de produtos antes voltados apenas para os adeptos das dietas vegana e vegetariana. Segundo pesquisa da Kantar Worldpanel, 86% das refeições à base de plantas são consumidas por não-veganos. Empresas e marcas atentas às oportunidades estão expandindo seus portfólios para atrair consumidores que querem adicionar mais opções à sua dieta.


Alimentos e bebidas à base de plantas caíram no gosto dos consumidores em todo o mundo, confirmando tendências de consumo mapeadas por diferentes agências de inteligência de mercado. O interesse pela alimentação verde vai muito além das pessoas que adotaram as dietas veganas e vegetarianas. Na busca permanente por bem-estar e saúde, há um movimento crescente de “flexitarianos”, ou seja, de consumidores que estão procurando a substituição ocasional de carne animal ou laticínios por produtos à base de plantas, por considerá-los naturais e nutritivos.

A preferência por dietas naturais, simples e flexíveis está levando os consumidores a buscar mais frutas, vegetais, grãos, sementes, ervas e outros ingredientes à base de plantas nos produtos que compram. Este movimento global é confirmado por levantamento divulgado pela Kantar Worldpanel (2019), que constata que 86% das refeições à base de plantas são consumidas por não-veganos.

A população que se declara vegetariana e vegana no Brasil também vem crescendo nos últimos anos. Segundo pesquisa do Ibope Inteligência (2018), 14% dos brasileiros entrevistados se declararam vegetarianos, o que representa quase 30 milhões de brasileiros que se declaram adeptos a esta opção alimentar. Em relação a 2012, houve um crescimento de 75% da população vegetariana nas regiões metropolitanas do Brasil.

A mesma pesquisa mostra também o crescimento rápido da população no interesse por produtos veganos (livres de qualquer ingrediente de origem animal). 55% dos entrevistados declarou que consumiria mais produtos veganos se estivessem melhor identificados na embalagem.

 “Muitos consumidores globais, incluindo aqueles que comem carne, estão tentando incluir mais alimentos à base de plantas, expandindo a procura por estes produtos além dos veganos e vegetarianos. Mais inovações à base de plantas podem ser criadas para atender este público com alimentos e bebidas nutritivos, saudáveis ​​e saborosos à base de plantas”, afirma Jenny Zegler, Diretora Associada – Mintel Food & Drink.

No Brasil, os produtos saudáveis vêm impulsionando o faturamento da indústria e do varejo, com um crescimento de 12,7% em faturamento no ano passado, o que representa 5% do total faturado, confirma o estudo Estilos de Vida 2019, divulgado pela Nielsen. 

Este movimento traz um universo de oportunidades para as indústrias globais de alimentos e bebidas expandirem seus portfólios para atrair consumidores que querem diversificar sua dieta. A tendência tem sido cada vez mais evidenciada em importantes feiras internacionais, como a SIAL Paris 2019 e a Winter Fancy Food Show 2019, em que os produtos à base de plantas estão entre os principais destaques nas inovações.

No Brasil, o número de lançamentos de novos produtos à base de plantas cresceu em 24% no período de 2016 e 2018, segundo levantamento da Mintel. 

 

Potencial de diferentes claims para explorar

Há um vasto potencial de claims que as marcas podem explorar com os alimentos e bebidas à base de plantas, a começar pelas populações crescentes de vegetarianos, veganos e “flexitarianos”, que buscam uma alimentação equilibrada, natural e saudável. 

Os apelos clean label (rótulo limpo), sustentável e bem-estar animal também são demandas crescentes dos consumidores. Assim como o interesse por produtos funcionais enriquecidos com plantas e vegetais que proporcionem benefícios adicionais à nutrição, alinhados a conceitos como o mood food, por exemplo. 

 

Ampla diversidade de oportunidades

Todo este movimento coloca em destaque uma variedade imensa de possibilidades de formulações plant-based, como produtos alternativos com alto de teor de proteína, entre eles carnes e laticínios vegetais, e bebidas e alimentos com posicionamento multifuncional (para energizar, aumentar a imunidade, relaxar, por exemplo) nas mais diferentes categorias para atender às mais variadas dietas e gerações.

Este amplo mercado tem despertado a atenção tanto de grandes players do mercado nacional como de start-ups em todo o mundo, com interessantes investimentos em inovação. Além das formulações à base de botânicos e vegetais, os fabricantes atentos também estão apostando em embalagens e formatos (shot, por exemplo), que ajudam a reduzir a ingestão de açúcar e calorias, ao mesmo tempo que os produtos se concentram em benefícios funcionais rápidos e potentes.

Confira, a seguir, alguns exemplos de categorias de produtos listados pela Mintel e pelo Innova Market que começam a chegar no mercado nacional e global alinhados ao conceito de alimentação verde.

 

 

 

O interesse dos consumidores globais por dietas alternativas, mas nutritivas e saborosas, tem colocado as plantas em destaque nos lançamentos nas mais diferentes categorias e aberto um amplo cenário de oportunidades para as indústrias de alimentos e bebidas. 

Os produtos plant-based, muito além de atender pessoas adeptas às dietas vegana e vegetariana, caíram no gosto dos “flexitarianos”, ampliando de forma exponencial o potencial de público a ser atendido pelas marcas. Além disso, oferecem outros claims que ganham cada vez mais interesse dos consumidores, como clean label e sustentável, e conceitos como mood food

E, para você, as marcas já despertaram para este oceano de oportunidades e estão investindo em inovações de alimentos e bebidas nutritivos, saudáveis ​​e saborosos à base de plantas?

 

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