Manter a intensidade aromática até o momento do consumo é um desafio para a indústria de alimentação animal. A qualidade de uma ração envolve composição nutricional, segurança, características físicas e desempenho sensorial. Os aromas na alimentação animal participam dessa avaliação ao tornar o alimento mais atrativo e contribuir para a palatabilidade e a aceitação pelos animais.
Para cumprir essa função, o componente aromático precisa manter sua intensidade após as diferentes etapas produtivas. Processamento, armazenamento, tempo de giro e manuseio podem alterar sua performance. Por isso, a escolha da tecnologia deve considerar todo o percurso da ração, da fabricação ao consumo.
Por que a estabilidade dos aromas na alimentação animal é um diferencial?

O aroma é um dos primeiros estímulos envolvidos no contato do animal com o alimento. Uma intensidade adequada contribui para a atratividade da ração e pode ajudar a encobrir notas indesejáveis provenientes das matérias-primas utilizadas na formulação.
Essa relação evidencia a importância de considerar o desempenho sensorial como parte do desenvolvimento da formulação.
A contribuição do aroma, porém, depende de sua permanência ao longo do tempo. Uma ração pode apresentar o perfil desejado logo após a produção, mas chegar ao uso com menor intensidade aromática. Para as áreas de P&D, qualidade e compras, essa variação representa uma distância entre o padrão desenvolvido e o produto efetivamente oferecido aos animais.
A estabilidade aromática ajuda a reduzir essa diferença. Ao conservar o perfil sensorial, a tecnologia contribui para a consistência entre lotes e para a padronização da ração durante sua vida útil.
Quais são os principais desafios para preservar o aroma durante o processo produtivo?

A preservação do aroma depende de como seus componentes respondem às etapas enfrentadas pela ração. Entre os principais pontos de atenção estão a extrusão, a peletização e o período transcorrido entre a fabricação e o consumo.
Extrusão
A extrusão utiliza altas temperaturas durante um período curto. Uma revisão de Bhandari, D’Arcy e Young (2001), publicada no International Journal of Food Science & Technology, explica que compostos aromáticos voláteis adicionados antes desse processo podem ser arrastados pelo vapor durante a expansão do produto. Entre os estudos reunidos, Chen et al. (1986) registraram retenção de 52% do limoneno na extrusão de farinha de milho a 140 °C, o que corresponde a uma perda de 48% desse composto.
Embora esse resultado não represente um percentual de perda aplicável às rações em geral, ele ilustra o desafio de preservar compostos aromáticos durante a extrusão. Por isso, uma ração extrusada exige uma tecnologia aromática compatível com sua composição e com as condições utilizadas na linha de produção.
Peletização
Na peletização, a temperatura de condicionamento é uma variável relevante. Uma pesquisa publicada pela Embrapa avaliou seu efeito em dietas para frangos de corte e identificou alterações na qualidade dos péletes, na digestibilidade e na metabolizabilidade.
O estudo não avaliou aromas, mas comprova que diferentes condições térmicas interferem nas características da ração processada. Para o desenvolvimento aromático, essa variação precisa ser considerada na seleção de uma tecnologia resistente às exigências da operação.
Armazenamento, tempo de giro e manuseio
Depois da fabricação, o aroma precisa conservar sua performance durante a distribuição e a permanência da ração na propriedade. Quanto maior o intervalo até o consumo, maior a exigência sobre sua estabilidade.
A literatura científica explica que os compostos aromáticos são voláteis e podem sofrer perdas durante o processamento e o armazenamento. Tecnologias de proteção são estudadas para aumentar a retenção e prolongar a estabilidade desses componentes.
Essa característica precisa ser considerada de acordo com a rotina real de cada produto. Avaliar o aroma apenas ao final da fabricação não permite verificar se ele manterá o desempenho após o transporte, o armazenamento e o manuseio.
Como tecnologias específicas ajudam a manter a performance dos aromas?

A estabilidade dos aromas na alimentação animal depende de funções complementares. Proteção, fixação, intensidade e encobrimento da base atuam em momentos diferentes e precisam responder às características da aplicação.
Proteção do componente aromático
A proteção busca preservar o componente aromático dentro da matriz da ração. Ela reduz sua exposição às condições que podem causar perdas durante o processamento e cria uma base para que o aroma continue perceptível nas etapas posteriores.
Fixação e estabilidade
A fixação está relacionada à permanência do aroma na matriz. A estabilidade corresponde à conservação de seu perfil durante o período previsto para o produto.
Juntas, essas características ajudam a diminuir variações sensoriais entre o momento da fabricação e o consumo, além de contribuírem para a padronização entre lotes.
Intensidade aromática
A intensidade representa o impacto percebido após a incorporação do aroma à ração. Sua avaliação não deve considerar somente a dosagem, mas também a capacidade de expressão do componente na base utilizada.
O resultado esperado precisa estar presente no momento do consumo. Uma saída aromática elevada na fábrica tem pouca utilidade se diminuir rapidamente durante o giro do produto.
Encobrimento da base
As matérias-primas podem apresentar notas próprias e interferir no perfil definido para a formulação. O encobrimento reduz essa interferência e favorece uma percepção aromática mais consistente.
A necessidade de encobrimento varia conforme a composição da ração. Por isso, deve ser analisada juntamente com o nível de intensidade desejado e as condições às quais o produto será submetido.
Quando utilizar diferentes tecnologias aromáticas?

A escolha começa pela exigência da aplicação. O processo produtivo e o período previsto até o consumo indicam o nível de resistência, fixação e durabilidade necessário.
Processos sem impacto térmico e giro curto
Nessas condições, a demanda sobre a resistência térmica é menor. A tecnologia pode ser selecionada com foco na intensidade de saída, na integração com a matriz e na estabilidade necessária para um período reduzido.
A composição da base, a espécie e a forma de apresentação continuam relevantes para definir o perfil e a dosagem.
Processos com impacto térmico
Rações extrusadas ou peletizadas demandam uma solução capaz de manter o desempenho após o processamento. Quanto mais severas forem as condições aplicadas, maior será a necessidade de resistência e proteção do componente aromático.
Testes piloto e industriais permitem avaliar o resultado nas condições efetivas da linha, reduzindo a distância entre a análise em bancada e o produto fabricado.
Armazenamento prolongado
Produtos com maior tempo de giro exigem fixação e estabilidade superiores. Nesses casos, o critério principal é a capacidade de preservar a intensidade e o encobrimento da base durante todo o período previsto.
Diferenciar esses cenários evita utilizar uma solução de menor exigência em uma aplicação que demanda resistência prolongada. Também permite adequar a tecnologia ao desafio real, sem tratar todos os processos da mesma forma.
Como as soluções da DR Aromas & Ingredientes apoiam a indústria de alimentação animal?

A linha GranFeed foi desenvolvida para responder a diferentes desafios relacionados aos aromas na alimentação animal. Suas tecnologias em pó combinam intensidade, fixação e estabilidade, permitindo selecionar a solução de acordo com o processo produtivo e o desempenho esperado.
GranFeed: intensidade e estabilidade para diferentes aplicações
GranFeed protege o componente aromático dentro da matriz e promove uma saída de alta intensidade. Sua fixação contribui para preservar o aroma ao longo do tempo, favorecer a padronização e aumentar a atratividade e a palatabilidade da ração.
A solução pode ser aplicada em rações extrusadas, fareladas e peletizadas, além de suplementos para suínos, bovinos e equinos. A linha contempla opções como banana, baunilha, frutas cítricas, frutas vermelhas, lácteo, leite e melaço.
De acordo com os critérios de seleção da linha, GranFeed atende especialmente processos sem impacto térmico e produtos com tempo de giro curto.
GranFeed Plus: resistência para condições mais severas
GranFeed Plus representa a evolução tecnológica da linha e atende aplicações submetidas a maior impacto térmico ou armazenamento prolongado.
Seus diferenciais incluem fixação superior ao longo do tempo, resistência a processos térmicos e melhor encobrimento da base mesmo após períodos maiores.
A solução também pode ser utilizada em rações extrusadas, fareladas e peletizadas e em suplementos para suínos, bovinos e equinos.
Tecnologia avaliada na prática pela Embrapa
GranFeed Plus foi submetido a testes piloto e industriais em diferentes aplicações, acompanhados de avaliações sensoriais. Os resultados demonstraram a manutenção da intensidade aromática e do encobrimento da base durante o tempo de giro na fábrica e na propriedade.
Em testes de preferência conduzidos em parceria com a Embrapa, GranFeed Plus aplicado em ração farelada para leitões apresentou maior preferência em relação ao aroma concorrente avaliado. O estudo também identificou preferência superior ao GranFeed nas condições testadas, comprovando a evolução da tecnologia.
Essas avaliações oferecem uma base concreta para decisões de P&D. A definição da tecnologia, da dosagem e do perfil aromático deve considerar a formulação, a espécie e o resultado sensorial esperado em cada projeto.
Leia também: Inteligência artificial na indústria de alimentos: como a tecnologia está transformando o setor
A solução adequada para cada desafio produtivo
Garantir a performance dos aromas na alimentação animal exige uma solução compatível com a realidade de cada produto. A tecnologia adequada deve preservar intensidade, estabilidade e desempenho sensorial até o consumo.
A GranFeed atende aplicações que demandam proteção, impacto aromático e consistência em processos de menor exigência, enquanto a GranFeed Plus acrescenta resistência térmica, fixação superior e maior durabilidade para condições mais severas.
Na DR, unimos conhecimento técnico, testes de aplicação e avaliação sensorial para apoiar o desenvolvimento de rações atrativas e padronizadas. Nossa equipe atua ao lado da indústria na seleção da tecnologia adequada a cada espécie, formulação e processo, contribuindo para a qualidade final do produto.
Entre em contato conosco e descubra qual tecnologia GranFeed atende melhor ao seu projeto.


